

Noite morta
Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.
Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.
No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.
O córrego chora.
A voz da noite . . .
(Não desta noite, mas de outra maior.)
Petrópolis, 1921
...
4 comentários:
Da última vez que estive no seu blog disse que voltaria.
Aqui estou para lhe dizer bem haja por estar a construir este autêntico livro de poesia que é o seu blog.
BJS
Que lindo tudo isso...
Amei seu blog, intenso e adorável. Ja estou seguindo...
Gostaria que vc conhecesse o meu cantinho!
http://euqueamotanto.blogspot.com/
Abraços
Anine
Manuel Bandeira é poeta do coração, Juca de Oliveira é ator de predileção... juntos formam momentos de muita arte, poesia, sentimentos.
Beijos
o layout do teu blog ta muito bom, gostei mesmo, vc tem um gosto bem parecido com meu.suas postagens tem bastante profundidade.espero que voce tambem possa dar uma olhada no meu blog, nao é tao bom quanto o seu mais eu to seguindo mesmo assim,ha por falar em seguindo eu agora me tornei seu seguidor.
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