
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Minha Impressão:
Quando li esta poesia com meus quatorze anos, percebi com tristeza a brevidade da vida, percebi que o que agora é jovial não é perene... Só nós restará a lembrança do que fomos... Meu mundo se abriu e se fechou ao mesmo tempo. Esta temática - a morte e a velhice - me assombra até hoje, como um fantasma.
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