quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Áudio "Grandes Sonetos"


A um poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego

Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

Olavo Bilac

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Um comentário:

Dulce disse...

Anine
Vim trazer-lhe meu abraço e minha solidariedade nessa hora dificil que enfrenta com a doença de seu pai.
Desejo a ele melhoras.
Você e els tem minhas orações, querida amiga.
beijosretsper