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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Manoel Bandeira - Poesia Falada vol.18






Noite morta

Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.

Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.

No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.

O córrego chora.
A voz da noite . . .

(Não desta noite, mas de outra maior.)

Petrópolis, 1921
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domingo, 6 de setembro de 2009

Em Prosa e Verso - Sylvia Plath


Sylvia Plath (Jamaica Plain, Massachusetts, 27 de Outubro de 1932 — Primrose Hill, Londres, 11 de fevereiro de 1963) foi uma poetisa, romancista e contista norte-americana.
Reconhecida principalmente por sua obra poética, Sylvia Plath escreveu também um romance semi-autobiográfico, "A Redoma de Vidro" ("The Bell Jar"), sob o pseudônimo Victoria Lucas, com detalhamentos do histórico de sua luta contra a depressão. Assim como Anne Sexton, Sylvia Plath é creditada por dar continuidade ao gênero de poesia confessional, iniciado por Robert Lowell e W.D. Snodgrass.

Obras

* The Colossus (1960), coletânea de poemas;
* The Bell Jar (1963), único romance da autora;
* Ariel (1965), poemas;
* Crossing the Water (1971), coletânea de poemas;
* Johnny Pannic and the Bible of Dreams (1977), livro de contos e prosa;
* The Collected Poems (1981), poemas inéditos.

PALAVRAS

Golpes
De machado que fazem soar a madeira,
e os ecos!
Ecos partem
Do centro como cavalos.

A seiva
Jorra como lágrimas, como a
água lutando
Para repor seu espelho
Sobre a rocha

Que cai e rola,
Crânio branco
Comido por ervas daninhas.
Anos depois as encontro
Na estrada —

Palavras secas e sem rumo,
Infatigável bater de cascos.
Enquanto
Do fundo do poço estrelas fixas
Governam uma vida.

(Tradução: Ana Cristina César)

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Áudio Em Prosa e Verso - Oswald de Andrade


José Oswald de Sousa de Andrade (São Paulo, 11 de janeiro de 1890 - São Paulo, 22 de outubro de 1954) foi um escritor, ensaísta e dramaturgo brasileiro. Era filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e de Inês Henriqueta Inglês de Sousa Andrade. Seu nome pronuncia-se com acento na letra a (Oswáld).

Foi um dos promotores da Semana de Arte Moderna que ocorreu 1922 em São Paulo, tornando-se um dos grandes nomes do modernismo literário brasileiro. Foi considerado pela crítica como o elemento mais rebelde do grupo.

Pronominais

Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro

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Áudio "Grandes Sonetos"


A um poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego

Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

Olavo Bilac

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sábado, 22 de agosto de 2009

Álvaro de Campos - Em Prosa e Verso

Poesia para escutar...

“Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.”
de Passagem das horas


domingo, 16 de agosto de 2009

Em Prosa e Verso - Alfonsina Storni

Imigrou com os seus pais para a província de San Juan na Argentina em 1896. Em 1901, muda-se para Rosario (Santa Fé), onde tem uma vida com muitas dificuldades financeiras. Trabalhou para o sustento da família como costureira, operária, atriz e professora.

Descobre-se portadora de câncer no seio em 1935. O suicídio de um amigo, o também escritor Horacio Quiroga, em 1937, abala-a profundamente.

Em 1938, três dias antes de se suicidar, envia de um hotel de Mar del Plata para um jornal, o soneto “Voy a Dormir”. Consta que suicidou-se andando para dentro do mar — o que foi poeticamente registrado na canção "Alfonsina y el mar", gravada por Mercedes Sosa; seu corpo foi resgatado do oceano no dia 25 de outubro de 1938. Alfonsina tinha 46 anos.

"Voy a Dormir"

Dientes de flores, confía de rocío,
manos de hierbas, tú, nodriza fina,
tenme puestas las sábanas terrosas
y el edredón de musgos escardados.

Voy a dormir, nodriza mía, acuéstame.
Pónme una lámpara a la cabecera,
una constelación, la que te guste,
todas son buenas; bájala un poquito.

Déjame sola: oyes romper los brotes,
te acuna un pie celeste desde arriba
y un pájaro te traza unos compases
para que te olvides. Gracias... Ah, un encargo,
si él llama nuevamente por teléfono
le dices que no insista, que he salido...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Audio Livro Morte Vida Severina - João Cabral de Melo Neto



I - Caminho ou Fuga da Morte

1. (Monólogo) - O retirante explica ao leitor quem é e a que vai.
2.(Diálogo) - Encontra dois homens carregando um defunto numa rede, aos gritos de: "ó irmãos das almas! irmãos das almas! não fui eu que matei não!"
3. (Monólogo) - O retirante tem medo de se extraviar porque seu guia, o rio Capibaribe, cortou com o verão.
4. (Diálogo) - Na casa a que o retirante chega estão cantando excelências para um defunto, enquanto um homem, do lado de fora, vai parodiando as palavras dos cantadores.
5. (Monólogo) - Cansado da viagem o retirante pensa interrompê-la por uns instantes e procurar trabalho ali onde se encontra.
6. (Diálogo) - Dirige-se à mulher na janela que depois descobre tratar-se de quem se saberá.
7. (Monólogo) - O retirante chega à Zona da Mata , que o faz pensar, outra vez, em interromper a viagem.
8. (Diálogo) - Assiste ao enterro de um trabalhador de eito e ouve o que dizem do morto os amigos que o levaram ao cemitério.
9. (Monólogo) - O retirante resolve apressar os passos para chegar logo ao Recife.
10. (Diálogo) - Chegando ao Recife, o retirante senta-se para descansar ao pé de um muro alto e caiado e ouve, sem ser notado, a conversa de dois coveiros.
11. (Monólogo) - O retirante aproxima-se de um dos cais do Capibaribe.
12. (Diálogo) - Aproxima-se do retirante o morador de um dos mocambos que existem entre o cais e a água do rio.

II - O Presépio ou O Encontro com a Vida

13. (Presépio) - Uma mulher, da porta de onde saiu o homem, anuncia-lhe o que se verá.
14. (Presépio) - Aparecem e se aproximam, da casa do homem, vizinhos, amigos,
duas ciganas, etc.
15. (Presépio) - Começam a chegar pessoas trazendo presentes para o recém-nascido.
16. (Presépio) - Falam as duas ciganas que haviam aparecido com os vizinhos.
17. (Presépio) - Falam os vizinhos, amigos, pessoas que vieram com presentes, etc.
18. (Conclusão da Peça) - O carpina fala com o retirante que esteve de fora, sem tomar parte em nada.
As Cenas da Morte

No seu Romanceiro (1828), grande levantamento da poesia popular portuguesa, o poeta português Almeida Garrett apresenta um romance de origem medieval em que um triste cavaleiro de Avalor viaja só e desesperançado acompanhando as margens de um rio:

Pela ribeira de um rio
Que leva as águas ao mar,
Vai o triste de Avalor,
Não sabe se há de tornar.
As águas levam seu bem,
Ele leva o seu pesar;
E só vai sem companhia,
Que os seus fora ele deixar;
Pois quem não leva descanso
Descansa em só caminhar.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Audio Verso - Lusofonia 8 Poemas em Língua Portuguesa


Lusofonia é o conjunto de identidades culturais existentes em países, regiões, estados ou cidades falantes da língua portuguesa como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo.
Firmado o espaço continental português com a conquista do Algarve, os últimos reis da primeira dinastia dedicaram-se ao ordenamento do território nacional: promoveram o povoamento, a exploração agrícola, a criação de estruturas de comércio, a criação de defesas, já não tanto a sul como a leste, etc. Deste modo, a dinastia de Avis pôde empenhar-se em novo processo de expansão territorial, que teve início em 1415 com a tomada de Ceuta.
Seguiu-se a gesta dos Descobrimentos, que implicou a descoberta dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, a exploração de ambas as costas de África, a chegada à América do Sul (Brasil) e a várias paragens da Ásia, como Goa, Malaca e Timor.
Ao processo de formação do Império Colonial Português foram motivos de ordem económica e político-estratégica que presidiram, aliados a uma certa curiosidade cultural e científica e a um intento de evangelização. Neste contexto, nem sempre o respeito pela identidade do indígena prevaleceu, mas deve, em todo o caso, reconhecer-se a coragem necessária ao enfrentar do desconhecido, que permitiu aos descobridores, exploradores e colonos a criação de alianças e fraternidades, transformando e deixando-se transformar. Do contacto com os povos encontrados resultou um forte intercâmbio de produtos, costumes, técnicas, conhecimentos (de medicina, náutica, biologia, etc.), bem como uma interpenetração mais profunda através da miscigenação.
Este longo processo histórico tem como consequência, na actualidade, uma identidade cultural partilhada por oito países, unidos por um passado vivido em comum e por uma língua que, enriquecida na sua diversidade, se reconhece como una. Estes países - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste -, com os respectivos núcleos de emigrantes, fazem do idioma português uma das línguas mais faladas do mundo, constituindo uma comunidade de cerca de duzentos milhões de pessoas.
No passado, salientaram-se grandes vultos do diálogo intercultural como o Padre António Vieira, da aventura entre povos estranhos como Fernão Mendes Pinto, da exploração do espaço desconhecido como Gil Eanes,Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Serpa Pinto. Hoje em dia, entre os países lusófonos mantêm-se relações privilegiadas - na cooperação política e económica, na educação e nas artes - e os grandes criadores da lusofonia não são apenas personalidades portuguesas mas também (para darmos exemplos da área das Letras) um Pepetela, um José Craveirinha, um Jorge Amado ou um Luandino Vieira.

Oito poemas resitados dos mais famosos artistas que falam a língua portuguesa:

Audio Poema Em Prosa e Verso - Adélia Prado


Exausto

Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o sono profundo das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes.

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Audio Verso Em Prosa e Verso - Hilda Hilst


Hilda de Almeida Prado Hilst (Jaú, 21 de abril, 1930 — Campinas, 4 de fevereiro de 2004) foi uma poetisa, escritora e dramaturga brasileira.
Em 1948, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco), formando-se em 1952. Foi na universidade que conheceu sua melhor amiga, a escritora, Lygia Fagundes Telles. Em 1966, mudou-se para a Casa do Sol, uma chácara próxima a Campinas, onde hospedou diversos escritores e artistas por vários anos. Ali dedicou todo seu tempo à criação literária.
Hilda Hilst escreveu por quase cinqüenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prêmios literários do Brasil. Em 1962 recebeu o Prêmio PEN Clube de São Paulo, por Sete Cantos do Poeta para o Anjo (Massao Ohno Editor, 1962). Em 1969, a peça O Verdugo arrebata o Prêmio Anchieta, um dos mais importantes do país na época. A Associação Paulista de Críticos de Arte (Prêmio APCA) considera Ficções (Edições Quíron, 1977) o melhor livro do ano. Em 1981, Hilda Hilst recebe o Grande Prêmio da Crítica para o Conjunto da Obra, pela mesma Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1984, a Câmara Brasileira do Livro concede o Prêmio Jabuti, idealizado por Edgard Cavalheiro (1959) [1] a Cantares de Perda e Predileção (Massao Ohno - M. Lydia Pires e Albuquerque editores, 1983), e, no ano seguinte, a mesma obra recebe o Prêmio Cassiano Ricardo (Clube de Poesia de São Paulo). Rútilo Nada, publicado em 1993, pela editora Pontes, leva o Prêmio Jabuti como melhor conto. E, finalmente, em 9 de agosto de 2002, é premiada na 47ª edição do Prêmio Moinho Santista na categoria Poesia.
A escritora ainda participou, a partir de 1982, do Programa do Artista Residente, da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.
Assuntos tidos como socialmente controversos, por exemplo, o lesbianismo[e a homossexualidade, foram temas abordados pela autora em várias de suas obras.
Seu arquivo pessoal foi comprado pelo Centro de Documentação Alexandre Eulálio, Instituto de Estudos de linguagem - IEL, UNICAMP, em 1995, estando aberto a pesquisadores do mundo inteiro.
Alguns de seus textos foram traduzidos para o francês, inglês, italiano e alemão. Em março de 1997, seus textos Com os meus olhos de cão e A obscena senhora D foram publicados pela Editora Gallimard, tradução de Maryvonne Lapouge, que também traduziu Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa.
Muitas de suas obras esgotaram e não eram encontradas até que a Editora Globo publicou vários títulos.


Audio Poema - Em Prosa e Verso - Florbela Espanca


O Teu Segredo:

O mundo diz-te alegre porque o riso
Desabrocha em tua boca, docemente
Como uma flor de luz! Meigo sorriso
Que na tua boca poisa alegremente!

Chama-te o mundo alegre. Ai, meu amor,
Só eu inda li bem nessa alegria!…
Também parece alegre a triste cor
Do sol, à tarde, ao despedir-se o dia!…

És triste; eu sei. Toda suavidade
Tão roxa, como é roxa uma saudade
É a tua alma, amor, cheia de mágoa.

Eu sei que és triste, sei. O meu olhar
Descobriu o segredo, que a cantar
Repoisa nos teus olhos rasos d’água!…

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Audio Conto Em Prosa e Verso - Nicolas Behr


a bandeira é verde
a banana é amarela
as duas palavras

começam com "b"
e terminam com "a"
o que há entre "a" e "b"

é assunto
de segurança nacional

Desbrave esse poeta completamente ousado, faça o download:

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Audio Livro Contos de Aprendiz - Carlos Drummond de Andrade

A salvação da alma:

Eram cinco filhos, quatro meninos e uma menina. Moravam em uma cidadezinha onde brigar era coisa comum e questão de fazer valer sua honra. Os meninos mesmo brigavam muito entre si. O filho mais velho, Miguel, tinha ido pra cidade grande fazer o colegial deixando os outros irmãos que sempre imaginavam que com o irmão mais velho ali as coisas seriam diferentes. Ester, a única filha mulher, era o meio dos rapazes conseguirem dinheiro, vendiam a ela coisas que encontravam e ela sempre comprava, pois o pai sempre lhe dava dinheiro. Com a chegada de alguns padres na região os meninos foram levados pra confessar. Depois disso Tito, que era o penúltimo filho, chegou ao seu irmão mais novo com quem sempre brigava e humilhava nas lutas e pediu perdão, ofereceu-se a fazer qualquer coisa, primeiramente o menino disse que já tinha o perdoado, mas depois deu a ele pra se redimir a pena de levá-lo montado em suas costas e a cada distância gritar que era um burro. Como o irmão passara a andar devagar com ele em cima o mais novo lhe chutou as virilhas. Rolaram no chão em brigas e no outro dia não puderam comungar.

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sábado, 23 de maio de 2009

Audio Poema Em Prosa e Verso Visita - Drummond


O passado ressurge muitas vezes na poesia de Drummond e sempre como antítese para uma realidade presente. A terra natal - ltabira - transforma-se então no símbolo da atmosfera cultural e afetiva vivida pelo poeta. Nos primeiros livros, a ironia predominava na observação desse passado; mais tarde, o que vale são as impressões gravadas na memória. Transformar essas impressões em poemas significa reinterpretar o passado com novos olhos. O tom agora é afetuoso, não mais irônico.
Da análise de sua experiência individual, da convivência com outros homens e do momento histórico, resulta a constatação de que o ser humano luta sempre para sair do isolamento, da solidão. Neste contexto questiona-se a existência de Deus.
Nos primeiros livros de Drummond, o amor merece tratamento irônico. Mais tarde, o poeta procura capturar a essência desse sentimento e só encontra - como Camões e outros - as contradições, que se revelam no antagonismo entre o definitivo e o passageiro, o prazer e a dor. No entanto, essas contradições não destituem o amor de sua condição de sentimento maior. A ausência do amor é a negação da própria vida. O amor-desejo, paixão, vai aparecer com mais freqüência nos últimos livros.

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Audio Poema Em Prosa e Verso Mulher de Papel - Clarice Lispector

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Clarice Lispector

Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever Clarice Lispector

Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas. Clarice Lispector

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Audio Poema Cora Coralina - Em Prosa e Verso


"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher."

(...)

"Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove."
(...)

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domingo, 3 de maio de 2009

Audio Livro Contos Eça de Queiroz por Paulo Autran


Audiolivro - Erico Verissimo Paulo Autran


Cd 01 - Faixas:

01 A ESCOLHA
02 AS MÃOS DO MEU FILHO
03 O NAVIO DAS SOMBRAS
04 CHICO
05 COMENTÁRIOS DE PAULO AUTRAN

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Cd 02 - Faixas:

01 OS DEVANEIOS DO GENERAL
02 ESQUILOS DE OUTONO

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